Para o diretor de não-proliferação nuclear no Ministério do Exterior argentino, o programa nucelar brasileiro levanta “alerto amarelo” dentro do governo do país vizinho.
A revelação está em um telegrama da embaixada de Buenos Aires enviado em 24 de dezembro de 2009 que será publicado hoje pelo site do WikiLeaks.
Gustavo Ainchil disse ao conselhiro político da embaixada que os brasileiros “escondem tecnologia, como centrífugas”, dos inspetores argentinos. O Brasil tem um acordo bilateral através da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), que permite a inspeção de instalações brasileiras pelos argentinos, e vice-versa.
Na reunião, que aconteceu no dia 10 de dezembro de 2009, ele afirmou que recentes atitudes do Brasil haviam “chamado a atenção” da Argentina. “A recepção do presidente iraniano Ahmadinejad foi especialmente preocupante para a Argentina, dadas as suas questões com o Irã”.
A decisão de abrir uma missão diplomática na Coréia de Norte e a recusa brasileira em assinar o protocolo adicional de não proliferação nuclear, que permite inspeções nucleares com curto aviso prévio e em instalações não declaradas ela AIEA, também seriam motivo de preocupação.
Para os argentinos, o Brasil se equipara à Alemanha, ao Japão, e à Coreia do Sul, países que “poderiam desenvolver e detonar bombas nucleares em pouco tempo se quisessem”, mas que mantêm compromissos internacionais que os impedem de fazer isso.
Leia a íntegra da reportagem aqui.

As maiores preucupaçöes argentinas para com o Brasil são no futebol. O resto é papo de diplomata no chá da tarde portenha.
Atualmente, a choradeira e fofocagem contra o Brasil é total nas três Américas. O sucesso leva a isto.
Aparentemente a choradeira do PHA deu certo e agora ele recebe o material da mesma forma que a Folha e o Globo.
Nada contra Natália, mas sugiro que você relembre sempre aos leitores preguiçosos que somos, o link cablesearch.org que você já tinha anunciado.