Uma homenagem

Aproveito o espaço deste blog pra convidar os generosos leitores a lerem o perfil que eu escrevi sobre Armênio Guedes, um dos comunistas mais respeitados do país, ex-integrante do comitê central do PC, de velha memória. Está na Ilustríssima deste domingo, neste link.

 

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3 Respostas para “Uma homenagem

  1. Fiz confusão, Armênio não participou da coluna Prestes.
    Foi amigo e companheiro de lutas do lendário,agora sim, Cavalheiro da Esperança.

  2. Valeu Eric por disponibilizar o texto que só era acessível para assinantes. Só assim fiquei conhecendo melhor esta figura que pertenceu a lendária coluna Prestes.

  3. No link, só pra assinantes. Vai o texto:

    Comunista avulso

    Aos 92 anos, Armênio Guedes espera duas biografias e uma indenização de R$ 1,4 mi

    NATALIA VIANA

    RESUMO Armênio Guedes, 92, é um dos poucos militantes remanescentes dos tempos do líder Luiz Carlos Prestes, a quem fez um contraponto nos debates internos do Partido Comunista Brasileiro, em favor de alianças e da democracia. Interlocutor de partidários do PSDB, PPS, PSOL, ele espera uma indenização trabalhista e duas biografias.

    Quem costuma ir aos concertos da Sala São Paulo tem grande chance de encontrá-lo no mezanino superior, na última fileira. Armênio Guedes é um homem miúdo, calvo, o corpo já curvo, de gestos econômicos e elegância discreta. Aos 92 anos, o último dos figurões do velho Partido Comunista Brasileiro -além de Oscar Niemeyer- não chama especialmente a atenção, durante o intervalo, caminhando a passo lento em meio a tantos casais. E, no entanto, é uma figura central no pensamento democrático brasileiro. Por ele, José Serra, que o conheceu no exílio chileno, foi capaz de deixar seu gabinete de governador para ir pessoalmente à gravação do “Roda Viva”, na TV Cultura, prevendo que o amigo ficaria nervoso, desacostumado com os holofotes. “Ele sabe que eu gosto dele e do seu jeito de ser e de pensar”, diz Serra. “E eu sei que ele me aprova, concorda com o que faço no atacado, mesmo à distância. Sempre foi assim desde que convivemos por alguns anos no exílio.” Não está só. O velho comunista tem, entre seus admiradores, políticos de variadas matizes da esquerda, muitos dos jornalistas que dirigem as principais redações do país e alguns de seus principais intelectuais. Conviveu com muitos deles, seja quando militava no Partidão nas décadas de 40 e 50, seja no exílio, durante a ditadura, ou após deixar o PCB, na década de 80. Um deles notou jamais ter conhecido alguém que não gostasse de Armênio. “Se existe um ser humano que deu certo, foi Armênio Guedes”, resume o historiador Ivan Alves Filho.

    FAMÍLIA Armênio Guedes nasceu em Mucugê (BA), em 1918 (“um ano depois da Revolução Russa”, como gosta de frisar), no seio de uma família de 11 irmãos cujo pai, lapidário, se preocupava com a educação dos filhos. Para isso foram a Salvador e ali, coisa raríssima naqueles dias, quase todos fizeram curso superior. Foi ali também que Armênio vibrou pela primeira vez com a política. O pai comprara um aparelho de rádio e, à noite, muitos vizinhos se reuniam para ouvir as notícias sobre a Revolução de 1930. Entrou para o PCB pouco depois de ingressar na Faculdade de Direito da Bahia, em 1935. “Era a época da frente mundial contra o fascismo”, lembra. “Eu participei daquilo.” Setenta e cinco anos depois, em 20 de julho deste ano: “O que você não esperava que tivesse acontecido?” “O fim da União Soviética. Que ia desmoronar daquele jeito.” “O que é ser comunista hoje?”
    “Uma pessoa de cultura socialista, também antifascista, internacionalista, contra a xenofobia, pela melhoria da situação do povo. Uma pessoa impregnada desses valores que só podem se desenvolver na democracia.”

    TEIMOSO Armênio Guedes está ao volante do seu Honda 99, dirigindo com zelo pelo centro de São Paulo. É teimoso, faz questão de levar a repórter e outro acompanhante de carona até um ponto melhor para cada um, mesmo que seja fora do seu trajeto de volta para o apartamento onde mora, em Higienópolis. No encontro com a repórter, em julho, ao volante do seu carro, não teve dúvidas: “Olha, se precisar de um carro emprestado é só falar, eu empresto”. Era a terceira vez que a encontrava. Antes, na segunda vez, preocupado em chegar atrasado à entrevista no seu apartamento, avisou que deixaria a chave na portaria. O Armênio é assim. “Tenho um ódio disso!”, diz, meio brincando, meio séria, a mulher, Cecília. “Tenho medo de ele ser enganado, mas ele não é uma pessoa enganável. Não é burro, de jeito nenhum. Ele empresta dinheiro pra as pessoas, ajuda o cara que foi torturado e ficou sem dente, paga o dentista…” Não é sempre que ele se perde no caminho, pelo contrário. Faz questão de guiar seu carro todos os dias para o trabalho – no escritório da Imprensa Oficial, onde edita uma agenda cultural. Leva a mulher, Cecília, 26 anos mais jovem, aonde ela precisar. Vai conversando, sua principal arte: “Foi um século fantástico, esse. Vi a coletivização da agricultura na União Soviética, a ascensão do fascismo, a Segunda Guerra Mundial, o franquismo na Espanha, aqui no Brasil o Estado Novo, a ditadura…”. Armênio ingressou para o núcleo do partido em 1943, quando ajudou a organizar a histórica Conferência da Mantiqueira, que decidiu pelo apoio a Getúlio Vargas na guerra. Nunca mais saiu, mas permaneceu a maior parte do tempo como suplente por causa de suas posturas “liberais”, em busca de alianças e do caminho político (“a arte do possível”, costuma lembrar). Foi membro efetivo do Comitê Central apenas entre 1975 e 1980.

    PRESTES Em quase tudo, sua atuação foi antagônica à do imponente Luís Carlos Prestes – que entrou na história com alarde, à frente da coluna batizada com seu nome. Já Armênio foi marcando sua passagem aos poucos, escutando, conversando, um “comunista sem pressa”, como foi descrito certa vez: “Não se pode conseguir hegemonia à força”, ensina. Não que fossem inimigos; houve até um período de amizade, lembrado com carinho. Quando Prestes foi libertado, em 1945, Armênio tornou-se seu secretário, indo morar com ele numa casa próxima ao largo do Machado, no Rio. “Ele tinha passado esses anos todos segregado, então tinha necessidade de falar, falar, fazia sabatinas todo dia. E em casa, conosco, ele falava muito, sobre a coluna, sobre a vida dele na União Soviética. Fiquei muito ligado a ele.” Armênio estava presente quando Prestes soube da morte da mulher, Olga Benário, e quando conheceu a filha Anita Leocádia. “Eu era da segurança dele, apesar de ser um intelectual franzino. Eu era tão magro que o revólver escorregava para dentro da calça. Era uma farsa”, ri. Mas havia pontos de discórdia. Enquanto Prestes sempre foi um fiel seguidor das diretrizes do PC soviético e da ortodoxia marxista, Armênio sempre teve uma “intuição” democrática. Um dos documentos que mais se orgulha de ter escrito é a resolução do Comitê Estadual da Guanabara, de março de 1970, quase um ano e meio após o Ato Institucional nº 5. A resolução foi um dos primeiros documentos a condenar a luta armada e a defender a aliança com o MDB, então único partido de oposição consentida -estratégia que seria bem- sucedida. “A figura que mais influiu na orientação política do partido durante várias décadas foi exatamente ele”, diz o ex-deputado pecebista Marco Antônio Coelho. A cisão alargou-se. “Em política, Prestes era um comandante militar. Foi um militar de muito talento, muito criativo. Mas acho que não foi um político talentoso”, avalia Armênio. No último encontro com Prestes, em 1983, nem uma palavra. “Era o velório do Gregório Bezerra. Ele chegou ali, apertou a mão de todo mundo, não me olhou. Eu também não olhei. Quer dizer, olhei, vi que não ia falar comigo, eu também não me dirigi a ele. Ele era assim, firme.”

    MILITÂNCIA Em 50 anos, dedicou-se tanto à militância que, se fosse escrever uma autobiografia, dividiria os capítulos de acordo com as fases do partido. Quando saiu do PCB, em 1983, passara menos de quatro anos na legalidade. No início, quando se mudou para São Paulo, em 1947, ainda pôde tomar o vapor com seu próprio documento, mesmo com o partido na ilegalidade; não havia um sistema de segurança nacional que cruzasse dados, coisa que seria aprimorada na ditadura militar. No final daquela década, sofreu um processo, a perseguição apertou. Foi por ali que conheceu sua primeira mulher, Zuleika Alambert. “Quando fomos morar juntos, nosso casamento foi aprovado pelo Marighella”, lembra. Em 1968, com o AI-5, cada um precisou ir para um lado: Zuleika em casa de amigas, ele pingando de casa em casa. “Nos primeiros meses, chegava umas seis da tarde, eu pensava: ‘Onde eu vou dormir?’ Tinha a casa da minha tia, tinha a casa do fulano… Eu simplesmente não sabia pra onde ir.” Às vezes, os dois passavam meses sem se ver. Nunca puderam ter filhos. Armênio teve muitos nomes e muitos passaportes: foi “Marcos”, “André”, “Vítor”. Hoje até se confunde. Em Paris, onde viveu entre 1973 e 1980, o nome do passaporte era Lásaro Feitosa Alexandre, mas, na comunidade, era conhecido como “Júlio, representante do Partidão”. Foi lá que conheceu Cecília, sua segunda mulher, que até hoje o chama de “Júlio”. Hoje o nonagenário tem uma casa confortável e uma indenização mensal que lhe dá um bom padrão de vida. É a primeira vez em uma vida de apertos. Abriu a primeira conta bancária aos 64 anos. Próximo dos 70, ainda morava numa quitinete. “O que mais te marcou na clandestinidade?” “Viver na casa dos outros. Me relacionar bem com as pessoas. Eu aprendi muito o valor da solidariedade… E observava também, fazia tudo para não ser uma carga, não comprometer as pessoas que me davam guarida e também não desorganizar a vida deles. Acordava bem cedo, antes deles, para não atrapalhar e eles não notarem minha presença.”

    LIVROS Agora sua trajetória começa a ser recontada em dois livros. Desde o final de 2009, o jornalista Sandro Vaia, ex-diretor de Redação de “O Estado de S. Paulo”, está fazendo uma longa série de entrevistas para uma biografia, a pedido da editora Barcarolla. A outra, escrita pelo amigo Mauro Malin, começou a ser elaborada em 1980, mas só agora ganha forma. “Eu, no começo, não queria, não, mas se eles querem tanto, eu conto”, diz Armênio. “Na verdade, acho que ele foi um comunista por acaso”, arrisca Sandro Vaia. “Ele vai ficar bravo comigo, mas é isso. Era um momento histórico no Brasil, em que estar no PCB era símbolo dos melhores valores da época. Se o comunismo virou o que virou, isso não diminui as pessoas, porque era um valor humanista.” Vaia, que está longe de ser um simpatizante da ideologia, quer entender por que Armênio se manteve no partido por tanto tempo. “É uma questão metafísica.” Já a outra biografia está sendo escrita por um simpatizante, o historiador Mauro Malin, que conhece Armênio desde o exílio em Paris. O projeto, que estava parado, foi retomado a pedido de Serra. Ventilou-se a possibilidade de sair pela Imprensa Oficial. Agora está sem editora definida. Ao lado de Leandro Konder, Milton Temer e Carlos Nelson Coutinho, Malin fez parte do grupo que se formou em Paris em torno de Armênio, defendendo a democracia não como meio, mas como fim da luta pelo socialismo. Mantinham contato com o PC francês e PC italiano de Enrico Berlinguer.

    EUROCOMUNISTAS “A direção do PCB rapidamente nos desqualificou como ‘eurocomunistas'”, lembra Carlos Nelson. “Armênio, com seu agudo senso de humor, dizia que éramos, na verdade, ‘neurocomunistas’.” Até hoje alguns dos amigos do grupo se reúnem todo mês, na casa do cineasta Zelito Viana, no Rio. Com o mesmo carinho com que sempre ouviu as histórias alheias, agora Armênio cuida de recontar a sua. Revisa cuidadosamente os esboços escritos por Malin e chegou a ligar mais de uma vez para esta repórter, pedindo para não deixar de fora um detalhe, para excluir outro. Só depois de muita insistência topou contar, hesitante, a história do copo que guarda na sua cristaleira, um pequeno vaso arredondado, de cristal: “Roubei na datcha do Stálin, numa reunião do Comitê Central, em 74. Eu estava em Paris, mas o Comitê Central se reunia em Moscou, né?”. A Datcha Kuntsevo era a casa de veraneio em que Stálin morou nas duas últimas décadas da sua vida, nos arredores de Moscou. “Ele recebia os amigos, tomava sua vodca… Eu tava lá na casa, abri a cristaleira, tirei e guardei. Pra ter uma lembrança daquele lugar.”

    IRMÃO Nas entrevistas, raramente entra num tom mais pessoal. Aprendeu a ser discreto e quase invisível na clandestinidade, sob muitos nomes, em casas que ninguém sabia onde ficavam. Suas diversas narrativas parecem sempre seguir um mesmo roteiro, aquele que ele escolheu – a história do partido. Pouco fala da maior tristeza da sua vida, causada justamente por um vacilo do Comitê Central: a morte do irmão mais novo, Célio, durante a ditadura. “Meu irmão era dessas coragens de que a gente tem medo. Ele dizia: se eu for preso eu não vou ser torturado, vou partir com uma violência tamanha pra cima dos torturadores”. Celito também dedicou boa parte da vida ao partido. “Ele era um ponto de apoio para a direção. Foi ele que levou o Prestes para sair do Brasil, em 1970.” Em agosto de 1972, o irmão tinha ido buscar um militante que trazia dinheiro da URSS. A polícia sabia da empreitada, e o Comando Central sabia que a polícia sabia. Mas manteve a ordem. “Eles não precisavam mandar ele fazer isso”, lamenta o irmão. Presos na fronteira, os dois foram levados para o 1º Distrito Naval do Rio, onde Célio morreu em 15 de agosto de 1972. Teria “se jogado” do sexto andar, segundo a versão oficial. “Ele se sentiu culpado da morte do irmão. Mas não tem culpa nisso”, diz Cecília. Na volta ao Brasil, Armênio tentou abrir um processo pela morte de Celito no PCB.

    AVULSO Sentia-se cada vez mais isolado no partido, avesso a alianças e apegado ao centralismo: o novo Comitê Central, sob Giocondo Dias, tampouco se mostrava inclinado à democracia. Armênio acabaria saindo após uma demonstração de autoritarismo. Em 1983, foi chamado a dar explicações por ter contado a um colega que ele estaria sofrendo processo de expulsão. Um puxão de orelha. Saiu da sede e jamais voltou. Nunca mais entrou em partido nenhum. Tornou-se um “comunista avulso”, diz. Não é bem assim: ele segue sendo um interlocutor para muitos políticos. “Seja José Serra ou Dilma Rousseff, o processo histórico de uma revolução passiva, de uma modernização do país, vai se dar”, dizia, durante a campanha eleitoral. “Não que eu ache que dá no mesmo. Acho o Serra muito mais capaz. Mas, na realidade, a diferença entre esses partidos é tão grande. Talvez, quem sabe no futuro, venham a ser um partido só, um partido social-democrata brasileiro realmente forte.” Nos últimos anos, Armênio tem se reaproximado do PPS por iniciativa do presidente Roberto Freire. Até hoje mantém a amizade com os que constituíram o “Grupo de Armênio”, embora sejam de variados partidos: Ivan Alves Filho trabalha na Fundação Astrojildo Pereira, do PPS; Carlos Nelson Coutinho é do PSOL, assim como Milton Temer. Aloysio Nunes Ferreira, recém-eleito senador pelo PSDB, também era do grupo: “Armênio é uma espécie de superego meu em matéria de política”.

    GAZETA Quando saiu do partido, Armênio foi ser jornalista. Levado por companheiros do Partidão, foi trabalhar na revista “IstoÉ” e depois fez longa carreira na “Gazeta Mercantil”. Entrou já septuagenário e ficou lá por 17 anos. Editava a página de Opinião, secretariava a Redação e foi editorialista. “O primeiro emprego de carteira assinada dele foi lá”, diz Roberto Müller Filho: “É um grande jornalista”. Quando a “Gazeta Mercantil” começou a se desmilinguir, ele se manteve firme. Foram anos sem receber em dia até que veio uma decisão trabalhista do novo dono, Nelson Tanure -um dos poucos contra quem Armênio não hesita em praguejar- que acabaria provocando sua demissão, em 15 de março de 2005. Tinha 87 anos. “Foi muito difícil, desarticulou a vida dele”, lembra Cecília. Na Justiça, o final melancólico virou processo e pode, quem sabe, render uma riqueza tardia: Armênio está a um passo de ficar milionário. O primeiro processo, já julgado, lhe confere uma indenização de R$ 1.405.135,21. O outro aguarda julgamento, mas deve superar os R$ 2 milhões. “Vai sair em um ou dois anos” diz, confiante, o advogado Wladimir Durães.

    CORAÇÃO Aos olhos da mulher, Armênio envelheceu há poucos anos. Tem poucos problemas de saúde; na semana passada, uma dor forte no peito o levou ao hospital. Foi internado, examinado, e a conclusão é que não tem nada de errado no coração do velho comunista.
    Ele só agora começa a brigar com a memória. Faz ginástica, continua lendo (grande parte do apartamento é forrada de livros), come pouco e bem. É difícil encontrá-lo sozinho em casa sem que esteja ouvindo música clássica ou jazz.
    Casaram-se no final de 2007. Assim, ele garante que a sua aposentadoria vá para ela. “Vou morrer antes dela, certamente. Uns três ou quatro anos de vida aí, se tiver. Eu trabalho com cem anos, que eu chegue aos cem. Assim mesmo é daqui a oito anos…”
    Extrovertida e enérgica, Cecília esmera-se em planejar belas viagens e aniversários marcantes. Quando ele fez 90, organizou uma festa-surpresa: “Eu não sabia se o Armênio ia viver mais, entendeu? Cada ano, cada aniversário é sempre uma incógnita”, diz ela. “Isso é uma coisa angustiante de vez em quando. Depois eu esqueço, vou trabalhar.”
    Este ano, passaram dez dias em Nova York para celebrar os 92 anos, e quase um mês na Alemanha – entre o primeiro e o segundo turno da eleição, aos quais ele faz questão de comparecer. “Acho que ele merece tudo isso e muito mais. Porque ele se privou de muitos anos da vida dele em função do país”. Só agora que começam a chover pedidos de entrevistas, perfis, homenagens, conta Cecília.
    E olha para a repórter: “Ninguém conseguiu captar a essência do Armênio”.

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