Documentos: Brasil e Irã

Estão no ar, no site do WikLeaks, uma série de documentos que mostram os bastidores do acordo que Brasil e Turquia encabeçaram com o Irã neste ano.

Assinado em maio, o acordo estabelecia que o Irã enviaria urânio levemente enriquecido para o território turco em troca de urânio enriquecido a 20%. O objetivo era refrear o enriquecimento de urânio pelo Irã, que alguns países acusam de ter ambições nucleares.

O acordo não foi acatado pelo Conselho de Segurança da ONU, que impôs uma nova rodada de sanções contra o país.

Os  documentos publicados pelo WikiLeaks revelam, entre outras coisas: que a diplomacia americana sempre acompanhou de perto a relação entre Brasil e Irã; que os diplomatas brasileiros mantiveram uma posição cética em relação aos iranianos; e que chegaram a aceitar apoiar “discretamente” uma nova rodada de sanções caso o acordo não saísse.

Também mostram que o Irã usou o Brasil como desculpa para não assinar o protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação nuclear, alegando que estava simplesmente fazendo ao mesmo.

Os documentos em inglês podem ser lidos aqui.

Leia também um telegrama do consulado de São Paulo sobre o caso do menino Sean Goldman, que foi levado para os EUA, terra natal de seu pai, em 24 de dezembro do ano passado.

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3 Respostas para “Documentos: Brasil e Irã

  1. Luiz Carlos Fabbri

    Meus caros,

    O WikiLeaks nos é útil neste caso não pelo que nos diz a respeito da diplomacia brasileira, porque as mensagens do pessoal diplomático americano tendem a reconfortar as posições do governo dos EUA. Sendo assim, não é possível formar uma opinião sobre o comportamento do Itamaraty a partir de documentos sigilosos. Fazê-lo seria uma atitude de neo-colonizado.

    O que sim deveria ser explorado é a evolução das posturas deles próprios, estimulando as negociações e depois recuando; revelando os reais interesses do império a respeito; seus contatos e articulações no Brasil a esse respeito; seus reais, não necessariamente públicos, interesses na matéria.

    Abraço

  2. Quanto ao telegrama do consulado de São Paulo : Me custa a crer que um Embaixador norte-americano fique mandando telegramas para as autoridades do seu país, relatando o que sai em nossos jornais????….Acho que a folha de são paulo e o estadão deviam mandar uma proposta de assinatura para a casa-branca, pentágono, cia, etc etc …kkkkkk

  3. Mas alguns jornais e televisões não são imprensa no sentido
    de serem canais informativos, são canais de *propaganda*.
    Não fazem mau jornalismo porque não sabem. Não
    fazem bom jornalismo porque não querem; transfrormaram-se em panfletos
    a serviços de luta política , versões modernas e ricas do Pravda de Stalin.
    É assim no Brasil e no mundo.
    A vantagem dos documentos ficarem disponibilizados na internete é que todas os interesses existentes podem utilizá-los em suas propagandas e é possível ter Pravdas de vários matizes e colorações; o mau jornalismo e propaganda deixará de ser apenas monopólio da grande imprensa.

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