Australianos viraram o jogo em favor de Julian Assange

No último sábado, mil pessoas se reuniram em Sidney, na Austrália natal de Julian Assange, para pedir a liberdade do fundador do WikiLeaks.

O protesto foi organizado pela WikiLeaks Suport Coalition, uma coalizão de organizações que tem feito muito barulho em defesa do conterrâneo Assange.

Graças ao enorme apoio do público, Julian passou em um mês de persona non-grata a herói de muita gente no país.

Foi a primeira vez que a pressão pública mudou a postura de um governo com relação ao WikiLeaks.

Em 4 de dezembro do ano passado, pouco depois do início do vazamento do Cablegate, o advogado-geral Australiano determinou que a polícia federal investigasse se ele havia quebrado alguma lei australiana.

O anúncio foi feito pelo ministro de relações exteriores australiano, Kevin Rudd, que condenou veementemente a publicação dos telegramas diplomáticos.

Mas os australianos foram às ruas. Mais do que isso: a organização em defesa do WikiLeaks conseguiu reunir dinheiro para publicar um anúncio de página inteira no New York Times, com uma carta destinada ao presidente Barack Obama e ao advogado-geral Erick Holder.

A carta, assinada por 92,897 pessoas, foi publicada em 16 de dezembro no NYT. Eis alguns trechos:

“Nós, como australianos, condenamos incitações à violência, incluindo o assassinato do cidadão australiano e fundador do WikiLeaks Julian Assange, ou que ele seja considerado terrorista, combatente inimigo ou seja tratado fora do curso normal da justiça”

“Tachar o Wikileaks de organização terrorista é um insulto aos australiano e americanos que perderam suas vidas em atos de terrorismo e para forças terroristas.

“Nós estamos escrevendo como cidadãos australianos para pedir o que nosso governo deveria ter dito: todos os cidadãos australianos merecem ser livres de perseguições, ameaças de violência, e detenção sem  acusação formal, especialmente de nosso amigo e aliado Estados Unidos”

No dia seguinte, a polícia australiana anunciou que havia desistido de investigar Assange.

“Eles cancelaram toda a investigação coma  conclusão de que eu não fiz nada contra a lei Australiana”, comemora Assange. “O povo se moveu contra eles”.

Veja o anúncio que saiu no New York Times aqui.

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