O Bom, o Mau e o Feio

Como revelou nesta manhã o jornal o Globo, o WikiLeaks publicou hoje um documento muito revelador do consulado americano em São Paulo – em que eles separam os brasileiros que buscam visto de trabalho entre “o bom, o mau e o feio”.

“Bom” é o jovem de classe média e de boa escolaridade que vai trabalhar em hotéis, estações de esqui e cassinos para melhorar o inglês; “Mau” é aquele que tem parentes imigrantes ilegais e que vai para os EUA buscar emprego para ficar; já o “feio” é desqualificado, pobre e despreparado.

Para ler o sofisticado telegrama, clique aqui.

E para ler outro telegrama, em que o emaixador Clifford Sobel estima que 15% dos vistos do tipo R1, concedidos a religiosos, são fraudados – clique neste link.

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10 Respostas para “O Bom, o Mau e o Feio

  1. Já que não há problemas para os Lindos Homens de Bens, bem que o Faraó de Nascença e o Ociólogo-Mor poderiam ir pros istêites (e ficar por lá).

  2. Amanda Soares de Brito

    Independente dos critérios de “seleção” que o Estados Unidos fazem para concessão de vistos, se o “ugly” tem a ver com a aparência dos pobres, ou não. Acredito que a antipatia causada pelos atos de um país que ocupa países e mata civis ( sem restrição de idade, sexo, cor) não é ingênua nem infantil. Bom, pelo menos a minha não é…

  3. santa ignorância, batman. alguém mais por acaso se deu o trabalho de ler o original?

    ‘the good, the bad and the ugly’ não tem nada a ver com a aparência dos pobres, pra início de conversa. a expressão vem do filme com o clint eastwood: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Good,_the_Bad_and_the_Ugly

    pior ainda, também não tem a ver com a classe social, condição financeira ou qualquer uma informação referente a quem solicita o visa. tem, na verdade, a ver com o processo no qual eles estão envolvidos. o ‘ugly’ é feio porque geralmente consiste numa pessoa pobre que se endivida ou se desfaz de um ou mais bens (e.g. carro) pra pagar por uma chance de tentar a vida nos EUA, mas muitas vezes chega no destino sem sequer ter um emprego. acreditem, isso não é bom nem pros EUA, nem pro coitado que chega lá sem nada. a maioria só perde dinheiro no processo e quem se beneficia é o agente, quando não vai preso.

    o cable ainda diz que eles queriam aprovar mais o “bad”, mas precisam de medidas pra garantir que os bons candidatos não sejam prejudicados pelos outros, que tentam ir ao EUA pra nunca ter de voltar pro brasil.

    finalmente, no caso do “ugly” o relatório também indica que o problema deve ser tratado com a polícia e a justiça brasileiras pra evitar que mais agentes usurpem pessoas que já têm tão pouco.

    mas essa tal de “verdade” é uma coisa muito chata, que atrapalha nosso desgosto ingênuo e infantil pelos EUA, né?

  4. Carlos Machado de Sousa

    Excelente comentário Remindo. rsrs

  5. Remindo Sauim

    Já os americanos tem os maus, os péssimos e piores. Os maus são as forças armadas, os péssimos são seus políticos e os piores são seus jornalistas.

  6. Será que vira filme?

  7. Se “Mau…” honrasse as calças que veste, não se esconderia atrás de pseudonimo.

  8. nordestino tem cabeça quadrada

    é da ruindade né

  9. kkkkkk…
    É preciso ventilar a maneira vexaminosa com a “elite tupiquim” se submete, as revistas dentro das embaixadas.
    É bom sentir nas entranhas a mesma discriminação que a paulistada dispensa aos nordestinos e negros?

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