A acusação

Embora ainda não seja oficialmente pública, a acusação contra Julian já é conhecida em detalhes graças a documentos vazados ao Guardian. Em 17 de dezembro, o jornal publicou detalhes do depoimento das duas mulheres que o acusam.

Não vou reproduzir aqui os detalhes do depoimento, para preservar a intimidade dos envolvidos. Além disso, o vazamento para o Guardian tem toda cara de ter sido feita por uma parte interessada na condenação de Assange.

Diferentemente dos documentos das embaixadas americanas, relatos de representantes oficiais de governos, empresas ou instituições de interesse público financiadas com o dinheiro do povo, se trata do relato pessoal de duas mulheres que se sentem vítimas de um abuso. A publicação é pura invasão de privacidade.

Mas o resumo da ópera é o seguinte: A “senhora A” organizou a viagem de Assange à Suácia para palestrar durante uma conferência, convidando-o a ficar na sua casa. Na primeira noite, ela alega que Assange a pressinou para fazer sexo, inclusive tirando suas roupas. Ela diz que queria parar mas não parou porque “já tinha ido longe demais”. Assange diz que continuou dormindo com ela durante a semana seguinte.

Nos dias seguintes, Assange conheceu e ficou com outra mulher, “senhora W”. Uma noite, os dois foram ao seu apartamento. Fizeram sexo durante a noite e, ela alega, foi despertada pela manhã em pleno ato sexual sem camisinha – segundo ela, sem que ela tivesse sido avisada.

Ela então passou a pedir que Assange fizesse testes para doenças sexualmente transmissíveis, o que ele negou. Pouco depois, as duas mulheres se encontraram e decidiram procurar a polícia e um tablóide sueco, Espressen.

Segundo a “senhora A”, Julian continuava na sua casa e havia tentado várias vezes manter relações sexuais com ela.

Assange partiu de Estocolmo no final de setembro e não retornou para ser ouvido pela polícia. O fundador do WikiLeaks acredita que a investigação tenha motivações políticas.

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Uma resposta para “A acusação

  1. Cesar Cusatis

    Qual a explicação para a óbvia ausência de documentos vazados sobre Israel?

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