Segunda, o julgamento

Não vai faltar polêmica, holofotes, imprensa marrom e outras nem tanto. Depois de passar mais de um mês em prisão domiciliar, tendo que ir à polícia todos os dias, vai começar na segunda-feira o julgamento de Julian Assange, em Londres. Tudo indica que o caso, por ser complexo e ter grande repercussão, vai se arrastar até a terça-feira, dia 8.

Vamos começar do começo. Julian Assange não é acusado formalmente de nenhum crime. Ele é procurado na Suécia – e tem um pedido de prisão expedido pela Interpol – porque é suspeito de crimes sexuais e a promotoria sueca quer interrogá-lo. Julian estava visitando a Suécia quando a investigação começou pela primeira vez. Chegou inclusive a pedir residência no país, o que foi negado.

A primeira acusação, no entanto, não foi pra frente. O caso chegou a render uma ordem de prisão contra Assange no dia 21 de agosto de 2010, retirada pouco depois, quando a procuradora-geral em Estocolmo, Eva Finné fechou o caso de estupro por falta de indícios, mantendo apenas uma denúncia, por outra vítima, de assédio sexual.

Em 1 de setembro, a Justiça sueca resolveu reabrir a investigação sobre a acusação de estupro – uma decisão da promotora federal, Marianne Ny, que emitiu uma ordem de detenção de Assange para ouvi-lo.

Agora, na corte londrina, a defesa da extradição está sendo feita pela procuradoria da coroa britânica em nome da procuradoria sueca.

Por causa do pedido de extradição, Julian ficou preso numa solitária no Reino Unido por dez dias em dezembro. Ele disse que se sentia em “um buraco negro”. Atualmente usa uma tornozeleira para que seus passos sejam monitorados.

Se a extradição for julgada procedente, Julian será enviado para a Suécia, onde provavelmente será mantido em prisão preventiva até ser acusado formalmente.

Um dos argumentos comuns para a manutenção da prisão preventiva é que o acusado poderá fugir se solto – algo que os suecos podem facilmente argumentar. Ou seja, há grandes chances da extradição significar uma prisão de fato.

Mas qual é a acusação, afinal ?

Julian é acusado de estupro, assédio sexual e coerção ilegal contra duas mulheres. Entre as acusações estão a de fazer sexo desprotegido com elas, em datas distintas, enquanto dava palestras em Estocolmo.

Segundo ele, as relações foram desprotegidas, mas consensuais. A defesa de Assange alega que a ação da Suécia é uma retaliação aos vazamentos divulgados pelo WikiLeaks.

Caso seja condenado, Assange pode ser condenado a até quatro anos de prisão.

Porém o maior temor do WikiLeaks e do próprio Assange é que ele seja extraditado para os EUA, o que seria possível por causa de acordos bilaterais e da proximidade entre as duas nações.

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2 Respostas para “Segunda, o julgamento

  1. Victor Medeiros

    Os paises da Europa já não têm mais independência em relação aes Estados Unidos, do que as republiquetas da América Central, as “banana republics” .

  2. alexandre de melo martins

    existe camisinha feminina na suecia?
    por que as piranhas suecas não as usaram?
    e se o julian as processar por elas não terem usado proteção?
    proteção é algo particular , cada um usa a sua , não confia na alheia.
    a procuradora Eva Finné usa camisinha propria ou confia na do parceiro?
    argumento mais fajuto , vendido .
    parece abeas corpus para o dantas.

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