Temer também criticou colegas que apoiavam Lula

Por Marcus V F Lacerda

Michel Temer, atual vice-presidente, criticou colegas que apoiavam Lula durante a corrida presidencial de 2006, quando era presidente do PMDB.

Segundo o líder do partido, estes partidários tinham esperanças de ter muitos ministérios num segundo governo do PT. O encontro com o cônsul-geral McMullen aconteceu em 9 de junho, exatos 5 meses depois de um encontro em que Michel Temer criticava a política social de Lula. Temer acreditava que o governo de Lula no segundo mandato penderia mais à esquerda.

Segundo Temer, Lula recompensava mal o trabalho de seus colegas do PMDB que estavam no governo. “Eles dão o cargo para um pemedebista, mas não o controle real do ministério”, reclamou o pemedebista, que acreditava que pastas importantes como Saúde ou Agricultura deveriam ser moeda em uma aliança de governo. Justamente estas duas pastas citadas foram comandadas por dois pemedebistas bastante presentes no segundo mandato de Lula: José Gomes Temporão e Reinhold Stephanes.

Clientelismo

Em comentário anexo ao telegrama, o cônsul-geral reconhece que o controle pelo qual Temer  reclama daria ao PMDB “a oportunidade de avançar seu clientelismo político às custas do contribuinte”.

O diplomata americano ainda nota a falta que há no partido de ideologia e plataformas políticas para para formular e implementar uma agenda política coerente. “Tal partido dificilmente está apto à tarefa de prover direção política”, sentenciou McMullen.

Alckmin e Quércia

Temer disse durante a conversa ter visto candidatos vencerem obstáculos maiores do que o candidato tucano enfrentava na época. Para o pemedebista, Alckmin havia realizado um governo honesto, decente e competente em São Paulo desde que assumiu a cadeira após a morte de Mário Covas. Para Michel Temer, o Brasil é um país que pede por grandiosidades e o candidato não havia conquistado nenhum grande feito.

O pemedebista faz uma comparação entre Alckmin e o ex-governador paulista Orestes Quércia, do PMDB. “Um controverso.” – descreve Temer – “No entanto, deixou sua marca no estado em ruas, estradas, prisões e hospitais que construiu”.

Christopher McMullen comenta que muitos acusam Quércia de ser corrupto e aproveita para fazer analogia a outra figura similar da política paulista: Paulo Maluf.

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Uma resposta para “Temer também criticou colegas que apoiavam Lula

  1. Por estes e outros motivos que não consigo confiar noTemer. Espero que eu esteja errado e que o PMDB não atrapalhe o governo da Dilma http://www.shitao.com.br

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