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DE MUDANÇA

Queridos leitores,

Estamos de mudança para o site da Pública. A partir de segunda-feira, vou publicar as matérias exclusivas com base nos documentos do WikiLeaks no apublica.org.

Basta clicar no link “Cablegate” para continuar lendo sobre os documentos emitidos pela embaixada e os consulados americanos no Brasil. Vamos continuar a parceria com outros blogs, seguindo os temas mais pedidos pelos leitores. Entre os próximos estão:  Aécio Neves, FHC, Judiciário e Venezuela. Ainda há centenas de documentos a serem divulgados em parceria com o WikiLeaks.

Conto com a sua visita!

Obrigada pelo Troféu Mulher Imprensa

Esse post é pra agradecer aos leitores deste blog – acabo de saber que ganhei o Troféu Mulher Imprensa deste ano, na categoria Web.

É um reconhecimento importante: ele quer dizer que o público gostou do trabalho do WikiLeaks e do fato de eu ser uma jornalista independente. Ou seja: tem espaço para muitos mais projetos assim.

Abaixo, o release da Revista Imprensa, que organiza o Troféu.

Divulgadas as vencedoras da 7ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA

Redação Portal IMPRENSA

Após contabilizar os mais de 85 mil votos registrados por meio de seu hotsite, o Troféu Mulher IMPRENSA divulga as vencedoras de sua 7ª edição.
Neste ano, a premiação reconheceu a atuação de jornalistas que já foram homenageadas em outras edições e também de profissionais que, até poucos meses, eram desconhecidas do grande público.
É o caso da jornalista independente Natalia Viana, vencedora da categoria “Repórter de Site de Notícias”. Oficialmente declarada como a representante do controverso Wikileaks, no Brasil, Natalia ganhou notoriedade ao inaugurar um blog associado à revista CartaCapital em que mantinha a imprensa nacional informada sobre a saga de Julian Assange. Natalia Viana já tinha sido finalista do Trofeu em 2005, quando trabalhava na revista Caros Amigos.
Ganhadora da categoria “Repórter Fotográfica de Jornal ou Revista”, Ana Araujo, fotógrafa freelencer, reitera o reconhecimento do prêmio pelo trabalho excepcional e carisma junto ao público, fatores que necessariamente não se relacionam com o veículo pelo qual a profissional atua.
Também estreantes na galeria das vitoriosas do Troféu Mulher IMPRENSA, Alexandra Fiori, da Agência Radioweb, vence na categoria “Diretora de Redação” e Maria Lima, de O Globo, em “Repórter de Jornal”.

 

Finalista da 6ª edição do prêmio, a jornalista Renata Vasconcellos, do “Bom Dia Brasil”, da Globo, foi novamente indicada na 7ª edição, mas desta vez levou na categoria “Âncora de Telejornal”. Mesmo caso de Consuelo Dieguez, da revista Piauí, vencedora da categoria “Repórter de Revista”, e de Tatiana Vasconcellos, da BandNews FM, homenageada com a premiação em “Âncora de Rádio”.

Ainda na leva das indicadas em outras edições, Roberta Santo, da A!Fonte Comunicação Integrada, venceu em “Assessoria de Imprensa”, bem como Bia Kunze, do Blog Garota sem Fio, que levou na categoria “Jornalista de Mídias Sociais”. Destaque também para Cátia Toffoletto, finalista em 2010 que, nesta edição, com o nome fortalecido por seu trabalho e pela indicação anterior, venceu na categoria “Repórter de Rádio”.
Como não poderia deixar de ser, o Troféu Mulher IMPRENSA volta a homenagear os nomes fortes do jornalismo que, ano após ano, mantêm a excelência de seu trabalho.
Destaque para a veterana da premiação Mônica Bergamo que, nesta edição, venceu em duas categorias, como “Colunista de Impresso”, por sua atuação no jornal Folha de S.Paulo, e como “Comentarista/Colunista de Rádio”, por participação na BandNews. Com exceção da 2ª e 3ª edições, nas demais Monica sempre venceu em alguma categoria.
Miriam Leitão, do Grupo O Globo, é vitoriosa, pela quarta vez, como “Comentarista/Colunista de TV”. E, na 5ª edição, levou ainda como “Colunista de Jornalismo Impresso”.
Concorrente pelo segundo ano, Monalisa Perrone, da Globo, vence novamente como “Repórter de Telejornal”.

Telegramas da embaixada: do público pra o WikiLeaks

A nova fase de divulgação de documentos da representação brasileira vai começar neste domingo.

Os temas serão escolhidos pelo público e pesquidados por mim dentre os quase 3 mil documentos referentes ao Brasil.

A ideia é reverter a lógica de “cima pra baixo”, em que o WikiLeaks e  jornais associados decidem o que deve ser publicado, e deixar as pessoas decidirem.

Vou receber sugestões até sexta-feira.

Por isso, continuem pedindo temas a serem buscados nos telegramas. Até agora menos de 400 documentos proveninetes do Brasil foram publicados no site http://wikileaks.ch/cablegate.html.

Para saber os temas que já saíram, recomendo: cablesearch.org

Troféu Mulher Imprensa – ÚLTIMO DIA

Pra quem acompanhou a divulgação dos documentos pelo WikiLeaks e acredita no trabalho da organização: estou concorrendo ao Troféu Mulher Imprensa 2011. O voto é do publico. Clique aqui para votar.

A indicação foi graças às matérias que tenho feito para o site do WikiLeaks e para este blog na Carta capital. Ou seja: reconhecimento que jornalismo, mesmo fora dos veículos tradicionais, pode sim ser reconhecido.

Sou a única jornalista independente do prêmio – e quero mostrar que é possível fazer jornalismo independente de qualidade.

Algumas das reportagens que fiz recentemente:

Com a minha própria grana, fui para a Bolívia em dezembro de 2009 cobrir as eleições. Por lá eu fiz essa reportagem sobre as Cholitas lutadoras de boxe na Bolívia.

Pra contar a saga do aquecimento global na Bolívia, decidimos tentar uma coisa diferente: uma reportagem em HQ: “O salar está café“. Taí uma das vantagens de ser independente…

Passei todo o ano de 2010 escrevendo dois livro: um, sobre o jornal Movimento, que resistiu á ditadura militar e o outro, Habeas Corpus – Apresente-se o Corpo, sobre os desaparecidos da ditadura.

Para fazer matéria sobre a ficha de Serra no Dops, nada de motorista: dois ônibus e um metrô – mas o Arquivo do Estado de São Paulo é logo ali. Engraçado é que nenhum outro repórter foi lá.

Também é logo ali – mas ninguém conhece – a saga e as privações dos ciganos brasileiros.

E nas últimas enchentes, valeu o esforço pra convencer o Guardian que o que falta, mesmo, é mais planejamento urbano e menos vale-tudo comercial nas nossas cidades.

Investigação dos EUA está falhando

Notícias recentes dão conta que o Departamento de Justiça americano está falhando ao tentar estabelecer uma conexão entre Julian  Assange e o analista de inteligência Bradley Manning.

Os EUA tentam provar que Assange incitou o jovem de 23 anos a “roubar” os documentos do governo americano. Se isso ficasse provado, Assange poderia ser processado por conspiração para  crime de espionagem.

Mas até o momento, nenhum indício foi encontrado a não ser contatos de Manning com colaboradores do WikiLeaks.

Leia reportagem do Wall Street Journal, com fontes anônimas, aqui.

Outra recomendação: o Washington Post publicou nesta sexta-feira um bom artigo de Jack Goldsmith, professor da Universidade de Direito em Harvard e ex-advogado assistente do governo de Bush.

Goldsmiths avalia que seria muito difícil diferenciar o que faz o WikiLeaks do que faz o próprio Post, que volta e meia publica documentos sobre segurança nacional.

Leia o arquivo, em inglês, aqui.

 

WikiLeaks Brasil não tem ligação com Julian Assange

Este é o terceiro post que escrevo para deixar claro que o site WikiLeaks Brasil, que publicou documentos sobre a operação Satiagraha, da Polícia Federal,  NÃO TEM LIGAÇÃO com o WikiLeaks de Julian Assange, com a minha pessoa, ou com a Carta Capital.

O site é mantido por um grupo de pessoas anônimas que eu desconheço. Nenhum documento da Satiagraha foi  enviado ao WikiLeaks oficial – que não tem representação no Brasil e não aceita documentos em Português, até o momento.

WikiLeaks ou WikiLeaks Brasil?

Este post é pra esclarecer, mais uma vez, que o site de nome WikiLeaks Brasil, que ontem vazou o inquérito da Operação Satiagraha, não tem nenhuma relação com o WikiLeaks de Julian Assange, comigo, ou com a Carta Capital.

Os documentos foram postados no site por critérios do grupo de pessoas – anônimas – que o tocam e jamais foram checados ou revistados por mim ou pela equipe do WikiLeaks oficial.

Além disso, o grupo do WikiLeaks Brasil não tem nenhum contato com Julian Assange e sua equipe, embora usem o nome da organização com a qual colaboro.