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Ajude Michael Moore a fazer um vídeo pró-WikiLeaks

Michael Moore está organizando um vídeo destinado a Barack Obama e ao governo americano feito por pessoas de todo o mundo. O resultado será exibido antes do julgamento de Julian Assange, que acontece na próxima segunda-feira, dia 7 de fevereiro.

O texto de uma carta a Obama, que está no site de Moore, será lido em partes por voluntários do mundo todo, de acordo com o nome das pessoas. O vídeo será editado de maneira a mostrar o enorme apoio da opinião pública ao WikiLeaks.

“O resultado de qualquer perseguição do WikiLeaks ou de Julian Assange será a restrição da informação verdadeira que os americanos recebem sobre a política externa de seus governos. Mas os EUA não podem promover a demcracia no etxerior limitando-a em casa”, diz o texto.

É mais uma experiência colaboracional que tem muito a ver com o propõsito do WikiLeaks e a revolução que a internet pode, mas não necessariamente vai trazer. É preciso brigar por ela. O prazo para colaborar com o projeto vai só até hoje. Vai lá no site pra conferir.

Como nascem as notícias

Julian Assange dar uma entrevista para internautas brasileiros é notícia. Seria notícia mesmo se a entrevista não fosse interessante, rica e divertida – afinal, muitas entrevistas suas a dezenas de veículos de imprensa do mundo têm sido reproduzidas pelos sites noticiosos brasileiros.

Mas a entrevista em questão foi interessante, revelou coisas sobre o entrevistado que ajudam a compor na cabeça das pessoas a imagem de quem é o fundador do WikiLeaks, afinal. E fala sobre o Brasil. Desde o lançamento dos documentos diplomáticos dos EUA, ele havia dado uma entrevista – uma apenas – a um grande jornal brasileiro. Nada mais.

A coisa ia ficar por aí. Mas Julian topou a ideia de falar direto com o público brasileiro, embora sob a minha mediação. A ideia lhe pareceu interessante. E, de fato, as perguntas diretas do público têm um gostinho mais despachado, mais direto. Ninguém, por exemplo, havia lhe perguntado por que o WikiLeaks trabalha com a grande imprensa. Para os próprios veículos estabelecidos, a resposta é óbvia. Mas nem sempre o é para o público em geral.

A entrevista de Assange foi publicada, simultaneamente, às 10h da manhã, por vinte e três blogs que toparam fazer parte da iniciativa, uma espécie de “blogaço”. A repercussão foi bastante boa, no twitter, no facebook e em diversos blogs. Já os sites de notícia online passaram boa parte do dia ignorando o assunto.

Havia, é claro, certa desconfiança com relação à entrevista – até mesmo dos internautas. Afinal, que critérios seriam usados? Quem garantia que não se tratava de um golpe de marketing do WikiLeaks? E quem é essa tal Natalia Viana para decidir que perguntas seriam feitas, e que a entrevista seria mesmo real? Recebi diversos comentários apontando para isso.

Bom, eu sou eu, jornalista independente que preza o interesse público acima de tudo. Isso vocês já sabem. Ainda está pouco claro na cabeça das pessoas que eu não sou do WikiLeaks, que não faço parte da organização e que mantenho minha posição independente embora esteja colaborando com eles na divulgação dos documentos do Cablegate.

A minha autoridade, nesse caso, é a mesma de um jornalista de uma empresa que é escalado para fazer uma entrevista. E a tarefa, selecionar os melhores tópicos, organizar a entrevista de maneira que fique interessante e “redonda”, editar, traduzir. No meu caso, contei com a ajuda de centenas de leitores deste e de outros blogs.

Qual a diferença? A diferença é que não tem veículo por trás.  Nem por isso a entrevista, enquanto produto jornalístico, deixa de ser notícia.

Entretanto, assim ela foi considerada pelos veículos online. Não vejo nisso uma oposição ou má vontade; vejo uma excelente oportunidade de entender como funciona o processo de elaboração das notícias. Como elas nascem.

Ao longo do dia, o blog “Toda Mídia”, do Nelson de Sá, deu. Um jornal de Osasco deu. A Rede Brasil Atual deu. Veículos pequenos, que podem ser considerados “alternativos” – que não é demérito nenhum. A Carta Capital, é claro, deu.

No começo da noite, a agência espanhola “EFE” decidiu dar uma materinha. Citou “uma entrevista realizada por internautas e divulgada nesta quarta-feira pela revista ‘Carta Capital’”. E manchetou: “Assange diz que aceitaria asilo político no Brasil”.

Não demorou muito, e os sites começaram a reproduzir o texto. Com informações da EFE – escritas por um jornalista como eu, mas que trabalha dentro de uma redação – e o logo da EFE embaixo, endossando. O UOL Economia noticiou às 19h44, o Yahoo Notícias também; o Terra e a Época Negócios também. Virou notícia, a entrevista, somente à noite.

A verdade é que ainda predomina, mesmo nos veículos online, o padrão de buscar respaldo em outros veículos e em fontes oficiais. É compreensível, mas não é mais condizente com a maneira como as coisas acontecem. Há uma pluralidade de vozes e fontes que com a internet ganham visibilidade e respaldo público – como aliás, é o próprio caso do WikiLeaks. Não tem volta.

É um enorme desafio separar o joio do trigo. O que não quer dizer que uma boa apuração, critério jornalístico por excelência, não possa resolver esse conflito.

Mas no caso da entrevista de Assange, em vez de buscar apurar se era verdadeira ou não, os veículos online preferiram esperar para ver se alguém dava primeiro. Coube a uma agência espanhola, que acabou ‘furando’ os nossos veículos nacionais. Aliás, ‘furando’ não. No jargão jornalístico, uma informação falsa é chamada de “barriga”. E a matéria da EFE acabou levando todos os sites digitais para uma grande barrigada.

Julian Assange jamais disse que aceitaria asilo político no Brasil. Questionado, disse: “Eu ficaria, é claro, lisonjeado se o Brasil oferecesse ao meu pessoal e a mim asilo político. Nós temos grande apoio do público brasileiro”.

Típica resposta de Julian Assange.

Prêmio Troféu Mulher Imprensa

Eu sou uma das finalistas do Troféu Mulher Imprensa 2011, realizado pela Revista Imprensa. Estou concorrendo na categoria online.

Quem quiser votar em mim, basta clicar aqui.

Já tenho um voto declarado: Julian Assange acaba de ingressar nas fileiras como cabo eleitoral. Veja o twit aqui.

Missão 2011: prender todos os informantes do mundo

O banqueiro suiço Rudolf Elmer, que entregou nesta semana um CD com dados de sobre as contas de cerca de 2 mil clientes do banco suíço Julius Baer nas Ilhas Cayman ao WikiLeaks, foi preso na noite de ontem em Zurique.

Elmer tinha acabado de ser julgado pela justiça suíça por ter quebrado o sigilo bancário ao entregar para o WikiLeaks dados anteriores a este lote.

Ele já havia entregado documentos para o WikiLeaks, em 2008.  A Corte Regional de Zurique, multou o ex-banqueiro Rudolf Elmer em mais de 6 mil francos suíços (R$ 10,4 mil), mas não o sentenciou à prisão.

Agora, a polícia e o Ministério Público de  Zurique dizem que o prenderam para investigar se ele quebrou alguma lei nacional sobre os bancos ao entregar o último CD a Assange. Elmer afirma que quer tornar os dados públicos para expôr casos de evasão fiscal.

Além dele, outro possível informante, ou “whistleblower”, que teria procurado o WikiLeaks está preso. O analista de inteligência Bradley Manning, acusado de ter vazado os dados dos telegramas das embaixadas, está preso nos EUA desde junho do ano passado.

A informação é do Guardian.

Marina Silva: Satanização do WikiLeaks não é a solução

O jornalista Emerson Damasceno, colunista do Terra Magazine, conversou com Marina Silva na Campus Party. Ele perguntou à ex-candidata presidencial o que pensa sobre o  Wikileaks.

“Defendendo um modelo democrático da circulação da informação, Marina foi taxativa no caso Wikileaks: ‘A satanização que vem sendo feita do Wikileaks ou do seu fundador não é a solução, mas sim qual o modelo que garantirá a liberdade de expressão e também o aperfeiçoamento dos governos para proteger informação estratégicas, sem que se criem verdadeiras caixas-pretas, que levam ao descuidado’, disparou Marina Silva” – escreve o jornalista.

Leia o texto completo sobre a palestra neste link.

Al Gore: “Internet é democracia e não pode ser controlada”

Em rápida visita ao Campus Party, evento sobre tecnologia e internet que está acontecendo em São Paulo, o ex-vice-presidente americano Al Gore pediu que todos “defendam a internet”.

“Ela não pode ser controlada por governos ou grandes corporações. A internet é do povo”, afirmou.

Ele disse também que a internet colabora com a democracia .

“A forma como se usam as ferramentas tecnológicas é absolutamente importante. Sigam seus corações e mantenham os sonhos das pessoas vivos, não deixem que a rede seja controlada”.

A frase, proferida no Campus Party enquanto se debate a neutralidade na Web, é um recado também ao governo dos EUA, ainda irritado com a repercussão do vazamento do WikiLeaks.

Australianos viraram o jogo em favor de Julian Assange

No último sábado, mil pessoas se reuniram em Sidney, na Austrália natal de Julian Assange, para pedir a liberdade do fundador do WikiLeaks.

O protesto foi organizado pela WikiLeaks Suport Coalition, uma coalizão de organizações que tem feito muito barulho em defesa do conterrâneo Assange.

Graças ao enorme apoio do público, Julian passou em um mês de persona non-grata a herói de muita gente no país.

Foi a primeira vez que a pressão pública mudou a postura de um governo com relação ao WikiLeaks.

Em 4 de dezembro do ano passado, pouco depois do início do vazamento do Cablegate, o advogado-geral Australiano determinou que a polícia federal investigasse se ele havia quebrado alguma lei australiana.

O anúncio foi feito pelo ministro de relações exteriores australiano, Kevin Rudd, que condenou veementemente a publicação dos telegramas diplomáticos.

Mas os australianos foram às ruas. Mais do que isso: a organização em defesa do WikiLeaks conseguiu reunir dinheiro para publicar um anúncio de página inteira no New York Times, com uma carta destinada ao presidente Barack Obama e ao advogado-geral Erick Holder.

A carta, assinada por 92,897 pessoas, foi publicada em 16 de dezembro no NYT. Eis alguns trechos:

“Nós, como australianos, condenamos incitações à violência, incluindo o assassinato do cidadão australiano e fundador do WikiLeaks Julian Assange, ou que ele seja considerado terrorista, combatente inimigo ou seja tratado fora do curso normal da justiça”

“Tachar o Wikileaks de organização terrorista é um insulto aos australiano e americanos que perderam suas vidas em atos de terrorismo e para forças terroristas.

“Nós estamos escrevendo como cidadãos australianos para pedir o que nosso governo deveria ter dito: todos os cidadãos australianos merecem ser livres de perseguições, ameaças de violência, e detenção sem  acusação formal, especialmente de nosso amigo e aliado Estados Unidos”

No dia seguinte, a polícia australiana anunciou que havia desistido de investigar Assange.

“Eles cancelaram toda a investigação coma  conclusão de que eu não fiz nada contra a lei Australiana”, comemora Assange. “O povo se moveu contra eles”.

Veja o anúncio que saiu no New York Times aqui.

Assange visita tribunal

Em audiência nesta terça-feira 11, em Londres, fundador do WikiLeaks apenas confirmou nome, endereço e telefone. Processo de extradição volta a ser julgado em fevereiro

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, teve de se apresentar a uma audiência no tribunal de Belmarsh, em Londres, como parte do processo de pedido de extradição para a Suécia onde será julgado por crimes sexuais contra duas mulheres desse país.

A audiência desta terça-feira se resumiu a confirmar nome, idade e endereço. O processo permanece interrompido e será retomado na primeira quinzena de fevereiro. Segundo informações da BBC Assange afirmou, na saída do tribunal, que o trabalho do WikiLeaks permanece inabalado. “Nós estamos ampliando as publicações para o Cablegate, além de outros materiais. Eles aparecerão em breve com a ajuda dos jornais parceiros”.

O fundador do WikiLeaks se entregou à polícia britânica dia 7 de dezembro e ganhou liberdade condicional sob pagamento de fiança dia 16 do mês passado. Assange é responsável pelo vazamento de mais de 250 mil documentos secretos da embaixada americana.

A história por trás do vazamento

Uma excelente reportagem publicada na última semana pela revista americana Vanity Fair (The Man Who Spilled the Secrets) traz à luz os bastidores do maior vazamento já realizados na história do jornalismo, encabeçado pelos WikiLeaks em parceria com grandes jornais de reputação centenária, uma fórmula inédita e bem sucedida – mas nada fácil.

Aos olhos do colunista Roy Greenslade, do Guardian, a matéria revela que Julian é um “indivíduo enigmático, errático e autoritário”, que muda constantemente de ideia, “atormentando o processo de publicação dos documentos”.

Mas o colunista erra feio na sua leitura – basta ver os divertidos comentários dos internautas na página.

O que a excelente reportagem da Vanity Fair revela é um choque entre dois modelos de jornalismo que, nas palavras da autora, a repórter veterana Sarah Ellison, “não se compreendem totalmente”.

Fica claro, por exemplo, que o WikiLeaks passou por um forte processo de amadurecimento quanto à edição dos documentos para proteger fontes que possam sofrer riscos, chegando até o modelo centralizado do Cablegate, em que todos os documentos são revistos, o que não deixa de trazer críticas dos ativistas da liberdade na internet.

“Nosso ponto de partida era: ‘Aqui está um documento. Quanto disso devemos publicar?’ Enquanto a ideologia do Julian era: ‘Eu vou publicar tudo e então vocês têm que tentar me convencer a retirar algumas coisas’ Nós vínhamos de pólos diferentes”, diz o editor de investigações do Guardian, David Leigh.

O Guardian foi o primeiro jornal a propor a parceria a Julian Assange, em junho de 2010, por intermédio do seu repórter Nick Davies.

No primeiro contato, Davies sugeriu que o New York Times entrasse na parceria. Julian por sua vez contou sobre os três lançamentos que abalariam o mundo no ano seguinte – Afeganistão, Iraque e Cablegate – e sobre um quarto grupo de documentos, ainda não publicados, com as fichas de todos os prisioneiros que já passaram por Guantánamo.

Em julho de 2010, cerca de 15 mil documentos dos 90 mil sobre a guerra do Afeganistão não foram publicados depois de muito debate dentro do WikiLeaks.

Mas os nomes que saíram serviram de base para os EUA afirmarem que o WikiLeaks põe em risco a segurança de indíviduos – sua grande esperança de ganhar a opinião pública, já que a verdade pura e simples é que todo mundo quer ver os documentos.

Os embates nos bastid0res

A reportagem de Vanity Fair pinta a cara de uma imprensa respeitável, bicentenária e com “rígidos e estabelecidos padrões de jornalismo”, que beirou o desespero ao lidar com um jornalista-ativista que de fato tem muito poder nas mãos.

Quem quiser pode ver com maus olhos o fato de que Julian Assange decidiu trazer parceiros de última hora – do Der Spiegel ao Channel 4 britânico, incluindo a Al Jazeera – um fato narrado com dramaticidade na reportagem.

Mas a verdade é que o grande público está pouco se lixando pra quem tem a exclusividade – contanto que os documentos sejam divulgados.

A novela dos vazamentos expôs também a dificuldade que tais  veículos têm em trabalhar em parceria, seja com o WikiLeaks, seja entre si.

“Os quase 400,000 documentos dos Diários da Guerra do Iraque foram publicados em 23 de outubro, em meio ao crescente incômodo entre os veículos de mídia, seja entre si ou com Assange”, resume a reportagem da Vanity Fair.

Ao saber que o Channel 4 e a Al Jazeera entrariam na parceria, e por isso a publicação dos diários do Iraque seria atrasada, o Guardian chantageou: somente aceitaria se o Julian também desse ao jornal os telegramas das embaixadas americanas.

Ele aceitou, mas pediu um contrato estabelecendo que o jornal só os publicaria quando o WikiLeaks decidisse. E entregou os documentos imediatamente, em meados de 2010.

A intriga não parou por aí.

Acontece que uma jornalista freelancer britânica, Heather Brooke, obteve de maneira ainda pouco clara os telegramas de um ex-voluntário do WikiLeaks.

O diário britânico decidiu então contratar a jornalista, para evitar que ela levasse a história a outros jornais. E por sua vez passou os documentos para o Der Spiegel e o New York Times, organizando uma publicação à revelia do WikiLeaks, marcada para 8 de novembro de 2010.

A combinação gerou a cena que abre a reportagem, na qual Assange irrompe no escritório do Guardian ameaçando processar o jornal.

No final, os veículos tiveram que aquiescer, e a data final foi marcada para 28 de novembro. Por decisão do WikiLeaks, entraram na parceria o espanhol El País, o francês Le Monde e dois veículos brasileiros, O Globo e a Folha de S Paulo.

Perguntado se se arrepende da maneira como o jornal gerenciou a publicação dos telegramas das embaixadas, o editor do Guardian, Alan Rusbridger respondeu que não.

“Eu acho que devido à complexidade de tudo isso, bate na madeira, estou falando até agora, é notável que tenha ido tão bem. Dadas todas as tensões geradas, seria surpreendente sair dessa sem alguma fricção, mas nós negociamos tudo muito bem”.

Moção pela liberdade de expressão

Diversos grupos de defesa da liberdade de expressão, liberdade na internet e direito à comunicação lançaram hoje uma moção em defesa dessas ideias, em especial defendendo o fim da perseguição ao WikiLeaks, ao site humorístico FAlha de S Paulo e ao CMI.

“A internet traz um enorme benefício para a liberdade de expressão e articulação de uma sociedade civil transnacional, mas essa facilidade de compartilhamento de conhecimento, bens culturais e opiniões tem incomodado setores conservadores”, diz o manifesto, endossado  por organizações como Intervozes, Ciranda da Informação  e Idec.

A moção prossegue: “Temos o direito de acessar o entendimento dos governos sobre o que somos e o que fazemos. De conhecer a visão dos operadores do império que filtram e dirigem a ação do mais poderoso governo do planeta e também de seus satélites informacionais na Europa, na América, na Ásia, na Oceania, na África. Nenhuma informação divulgada pelo Wikileaks estava em segredo de justiça nem afeta cidadãos comuns nem representa crime contra a honra. Todas elas estariam disponíveis a qualquer cidadão dos Estados Unidos pelo ‘Freedom of Information Act’”.

A moção é um resultado ao ato-debate sobre o WikiLeaks que aconteceu em São Paulo no final do ano passado.

Quem quiser ler o texto completo e assinar, basta clicar aqui.